Wednesday, December 16, 2009
Fireflies.
You would not believe your eyes
If ten million fireflies
Lit up the world as I fell asleep.
'Cause they'd fill the open air
And leave teardrops everywhere.
You'd think me rude
But I would just stand and stare.
I'd like to make myself believe
That planet Earth turns slowly.
It's hard to say that I'd rather stay
Awake when I'm asleep
'Cause everything is never as it seems.
'Cause I'd get a thousand hugs
From ten thousand lightning bugs
As they tried to teach me how to dance.
A foxtrot above my head,
A sock hop beneath my bed,
A disco ball is just hanging by a thread.
I'd like to make myself believe
That planet Earth turns slowly.
It's hard to say that I'd rather stay
Awake when I'm asleep
'Cause everything is never as it seems
When I fall asleep.
Leave my door open just a crack
(Please take me away from here).
'Cause I feel like such an insomniac
(Please take me away from here).
Why do I tire of counting sheep
(Please take me away from here).
When I'm far too tired to fall asleep.
To ten million fireflies
I'm weird 'cause I hate goodbyes.
I got misty eyes as they said farewell.
But I'll know where several are
If my dreams get real bizarre
'Cause I saved a few and I keep them in a jar.
I'd like to make myself believe
That planet Earth turns slowly.
It's hard to say that I'd rather stay
Awake when I'm asleep
'Cause everything is never as it seems
When I fall asleep.
Tuesday, December 15, 2009
Eu ainda não te mostrei a beleza do Rio de Janeiro.
Você ainda não me beijou em Paris.
Ainda não dançamos um tango Argentino depois de termos bebido muito vinho no Caminito.
Também não te levei para ver as águas da Lagoa de Freitas subirem e descerem e enfeitarem a árvore de natal gigantesca que fica no meio daquele aguaçeiro.
Não faltamos trabalho para ficar sem fazer nada além de nos olhar a tarde inteira.
Eu ainda não te levei para o sítio da minha tia, onde acordaríamos apenas com o canto dos passarinhos e cataríamos vaga-lumes à noite.
E também não te aguentei bêbado, nem quero. Mas quero.
Não procuramos por naves extra-terrestres no céu e nem contamos estrelas deitados na grama.
Você ainda não me levou para correr as maratonas da França onde a cada quilômetro, pararíamos para tomar um vinho e comer um queijo nos castelos de conto de fadas.
E ainda não me contou segredos que nunca contou à ninguém.
Ainda não fomos comer sushi no Japão.
Ainda não tiramos fotos nossas em lugares extraordinários como Marrocos ou Índia.
Ainda não casamos, não tivemos filhos e não contamos histórias para os nossos netos.
Ainda não tocamos Beatles Rock Band juntos.
Você ainda não me deu violetas roxas nem jasmins brancas.
Ainda não me pagou aquela cerveja alemã que prometeu no meu aniversário de 19 anos.
Não pulamos de pára-quedas.
Ainda não fizemos uma festa de arromba com direito à vestido branco, terno e gravata e docinhos à vontade.
Não te levei para a Guarda do Embaú para comer pastel de siri.
E você ainda não me apresentou ao vivo à sua família alemã.
Eu nem conheço a Luna, que já é minha irmã. Nem as loirinhas lindas que vejo nas fotos e fico ansiosa em conhecer.
Ainda não montamos a nossa banda.
Não corremos pelos campos de lavanda.
E não fomos ver como é a Grécia.
NUNCA vimos o sol nascer.
E ainda não ficamos a noite inteira acordados conversando e tomando cerveja.
Você ainda não me deu um labrador filhote de presente de natal.
E eu ainda não consegui fazer uma unha sua sem cortar um pedaço do teu dedo fora.
Ainda não me puxou para dentro de um banheiro de avião.
E eu ainda não te puxei pra dentro de um elevador.
Nós nem ao menos puxamos um ao outro para uma praia deserta.
Ainda não fizemos amigos em comum.
Ainda não te dei um iMac de 27 inches.
Não nos beijamos embaixo de chuva forte depois de uma briga.
Ainda não assistimos Baise Moi nem Last Tango in Paris.
Não imitamos nenhum dos dois filmes.
Nem comemos bolos de maconha em Amsterdã.
E ainda não fomos para a Ilha do Mel sozinhos.
Ainda não analisamos o Kama Sutra nem o sexo tântrico.
E também não fomos à Itapoã tomar cachaça de rolha.
Você ainda não passou o natal comigo na casa da minha tia.
Nem comeu as rabanadas da Sueli.
Ainda não te levei pra Nova York. Você nem sabe ainda a sensação de pisar na grama verde do Central Park, ver as exposições do Guggenheim e ver as mil e uma luzes da Times Square.
Nem ao menos vimos uma peça de alta produção da Broadway, como as que ficam na Rua 42.
Também não fomos à Praga e Londres.
E ainda não sentimos a sensação que é entrar em Auschwitz.
Não fomos ao show do Bowie, do Dylan e do McCartney.
Não escorregamos em tobogã juntos ainda.
Eu ainda não vi você fazer xixi!!!
Você ainda não me amparou quando alguém da minha família morreu.
E ainda não pulou de alegria ao meu lado quando eu passei em alguma audição.
Você ainda não me contou a novidade de ter entrado em uma empresa nova.
E nós ainda não passamos perrengue juntos em um novo começo de vida.
Ainda não tivemos nosso próprio estúdio.
E você ainda não me acordou com rosas vermelhas na nossa cama branca com uma janela gigantesca com vista para a torre.
Não tivemos um gato chamado Tango nem uma cachorra chamada Frida.
Você ainda não me levou para ver um jogo do Inter.
Não te levei para Punta de Diablo para vermos as gaivotas sobrevoarem o mar azul claro.
E também não te levei para comer um Chivito em Montevideo.
Eu ainda não te paguei tuas cinco massagens.
Não terminamos de ver inutilidades como Lost e True Blood.
Não comemos acarajé em Salvador.
Ainda não fomos para São Tomé das Letras e Ouro Preto juntos.
Você ainda não me levou para mergulhar com tubarões.
Não brigamos por várias coisas que ainda iremos brigar.
E você ainda não me amou o quanto ainda tem para amar.
Nem eu.
Eu já te disse que nunca te mostrei a beleza do Rio de Janeiro?
Preciso me encontrar.
Deixe-me ir, preciso andar.
Vou por aí a procurar.
Rir pra não chorar.
Quero assistir ao sol nascer,
ver as águas dos rios correr,
ouvir os pássaros cantar.
Eu quero nascer, quero viver.
Deixe-me ir, preciso andar.
Vou por aí a procurar.
Rir pra no chorar.
Se alguém por mim perguntar,
diga que eu só vou voltar
quando eu me encontrar.
Quero assistir ao sol nascer,
ver as águas do rio correr,
ouvir os pássaros cantar.
Eu quero nascer, quero viver.
Deixe-me ir, preciso andar.
Vou por aí a procurar.
Rir pra no chorar.
Sunday, December 13, 2009
I can be an asshole of the grandest kind.
I can withhold like it's going out of style.
I can be the moodiest baby and you've never met anyone
who is as negative as I am sometimes.
I am the wisest woman you've ever met.
I am the kindest soul with whom you've connected.
I have the bravest heart that you've ever seen
And you've never met anyone
Who's as positive as I am sometimes.
You see everything, you see every part.
You see all my light and you love my dark.
You dig everything of which I'm ashamed.
There's not anything to which you can't relate.
And you're still here.
I blame everyone else, not my own partaking.
My passive-aggressiveness can be devastating.
I'm terrified and mistrusting
And you've never met anyone as,
As closed down as I am sometimes.
You see everything, you see every part.
You see all my light and you love my dark.
You dig everything of which I'm ashamed.
There's not anything to which you can't relate
And you're still here.
What I resist, persists, and speaks louder than I know.
What I resist, you love, no matter how low or high I go.
I'm the funniest woman you've ever known.
I am the dullest woman you've ever known.
I'm the most gorgeous woman you've ever known
And you've never met anyone as,
As everything as I am sometimes.
You see everything, you see every part.
You see all my light and you love my dark.
You dig everything of which I'm ashamed.
There's not anything to which you can't relate
And you're still here.
And you're still here.
Thursday, December 10, 2009
Tuesday, December 8, 2009
Bang Bang.
I was five and he was six.
We rode on horses made of sticks.
He wore black and I wore white.
He would always win the fight.
Bang bang.
He shot me down, bang bang.
I hit the ground , bang bang.
That awful sound, bang bang.
My baby shot me down.
Seasons came and changed the time.
When I grew up, I called him mine.
He would always laugh and say:
Remember when we used to play?
Bang bang.
I shot you down, bang bang.
You hit the ground , bang bang.
That awful sound, bang bang.
I used to shoot you down.
Music played and people sang.
Just for me the church bells rang.
Now he's gone, I don't know why.
And till this day some times I cry.
He didn't even say goodbye.
He didn't take the time to lie.
Bang bang.
He shot me down, bang bang.
I hit the ground , bang bang.
That awful sound, bang bang.
My baby shot me down.
Monday, December 7, 2009
Hoje eu não vou sair de casa.
Hoje eu não vou pisar na rua.
Hoje eu não vou trocar de roupa.
Não vou sair de casa.
Hoje eu não quero ver a rua.
Hoje eu não quero confusão.
Hoje eu não quero ver pessoas.
Não vou sair de casa.
Acho um pouco bom.
Hoje eu vou ficar ouvindo música.
Hoje eu vou ficar aqui dançando.
Hoje eu vou ficar aqui na minha.
Eu vou ficar sozinha.
Hoje eu vou ficar aqui dançando.
Acho um pouco bom.
Saturday, December 5, 2009
Friday, December 4, 2009
Thursday, November 26, 2009
Like a shooting star,
I will go the distance!
I will search the world,
I will face its heart.
I don't care how far,
I can go the distance
Till I find my hero's welcome
Waiting in your arms.
Tuesday, November 24, 2009
Monday, November 23, 2009
A minha solidão é gostosa. Ela dá medo e trás lágrimas aos olhos, mas eu sei que ela existe e não a renego. Me sinto forte quando estou só, como se eu viciasse em minha solidão, como se fosse uma droga. "E sem nós dois, o que resta sou eu, eu assim tão só." É bom me sentir sozinha, sentir meus gostos, meu atos, meu pensamentos. Sentir-me viva como um pedaço, como uma pessoa. Por vezes, sinto meu coração dolorido e machucado pela falta, mas então choro um choro de criança e então a dor passa. O peito soluça, o sono vem, penso em mim mesma, mais ninguém. Penso em como sou, quem sou, quando quero, o que quero. Penso no que como, que filmes assisto, que lugares gosto de ir, que lugar do teatro gosto de sentar. Sem acordos com outros, sem vontades alheias. Só eu, só nessa sala de cinema. Sem circo, sem palhaço. Minha pura alma só, apenas com o meu coração indeciso.
O medo.
Eu não sei o que te falar. Só sei que não aguento mais. Quero paz, quero sossego e felicidade. Quero rir, ir ao cinema, subir em árvore. Quero amor e vida. Sorrisos, chá. Não quero ter medo, não quero ter remorço nem sentimento de vingança. Quero amigos, cheiro de roupa lavada. Quero rolar na grama, me molhar no mar sem medo da água fria, abrir os braços. Quero mais música ao vivo, que você nem gosta. Quero que você não minta para me deixar nervosa. Eu quero tanta coisa. Quero você, mas não desse jeito, não assim. Eu quero paz, rolar na grama sem medo de me sujar. Quero música ao vivo que você diz que não gosta mas é só pra me deixar nervosa. Quero vinho na praia, à noite. Deitar a cabeça no teu colo e sonhar com as estrelas. Não sei mas o que faço trancafiada neste banheiro escuro fumando cigarros e te contando esses absurdos. Você nem ao menos vai entender. Quero ser entendida. Quero abrir os olhos e não ter vontade de chorar, não quero ter vontade que você mude. Quero a paz. Eu quero tanta coisa. Quero mãos dadas e pés descalços sem medo que entre um bicho de pé. Quero andar no frio sem casaco e sem medo de pegar resfriado. Quero rolar na grama sem medo de me sujar. Quero ouvir música alta sem medo de ficar surda. Quero me tacar de um avião e abrir um pára-quedas sem ter medo de morrer. Quero cores, luzes, vida. Quero paz. Quero o medo pra lá. Tira o medo da gente, tira o medo das coisas? Por mim?
medo (ê)
s. m.
1. Receio.
2. Terror; susto.
3. Pop. Alma do outro mundo.
Entertain us.

KISS.
Há muito tempo não tenho tido a vontade de escrever sobre os shows que presenciei. Fazem mais de nove meses(nasceu o filho) que me sinto desmotivada para registrar o que senti durante as apresentações. Não que eu tenha assistido shows mal feitos, pelo contrário. Simplesmente não sentia mais vontade de escrever, a preguiça era mais forte. Ontem à noite, Paul Stanley, Gene Simmons, Peter Criss e Tommy Thayer arrancaram essa preguiça de mim e mandaram ela e muitos outros estados de espírito negativos para o espaço. Com uma fúria deliciosa, eles entraram ao palco com luzes, fogos, cruzes queimando e guitarras de vidro. O show pode-se ser comparado à um trem fantasma de cores. Desde o começo, o coração já começa a bater forte quando ao entrar no estádio, crentes de todas as igrejas vegetam em frente ao Oracle Arena em Oakland. Com mil placas, cartazes e camisetas, sua missão é convencer o maior número de fiéis ao Kiss possíveis a voltarem para suas casas. Com gritos e palavras "do Senhor", eles protestam contra as caras e bocas que Simmons faz no palco e declaram a sete mundos que a banda tem um pacto com o fantástico senhor Capeta. Minha vontade de presenciar esses demoníacos senhores de 60 anos aumentou em uma escala de dó-ré-mi. Ao entrar no estádio, crianças, adultos e senhores carregavam no rosto as famosas maquiagens dos quatro integrantes. A cara do gato do Peter, a estrela do Paul, o metálico prateado do Tommy e o morcego negro do Simmons. Maquiadores faziam os estilos de graça e eu decidi sentar em uma das cadeiras e como uma boa fã que desde pequena tinha o boneco do Paul Stanley no quarto, pedir a estrela no olho direito. Com lábios vermelhos e a revolta nos olhos, entrei pela arquibancada e vi um grande pano negro com o nome da banda escrito em prateado cobrindo todo o palco, como um presente na caixa de surpresa. Em breve, o palhaço saltaria me dando um susto e me fazendo rir. E foi assim que aconteceu, quando as luzes se apagaram e no telão, Gene Simmons apareceu com sua língua magistral balançando, dando o terceiro sinal. Ao som das guitarras, o pano foi arrancado revelando quatro homens vestidos com roupas assustadoras, mas cheios de glamour. Tommy, the spaceman, Peter, the kitty, Gene, the bat and Paul, the diva. Quando percebi, a única coisa que eu conseguia fazer era gritar e fazer o sinal do Rock n' Roll, inventado por Ozzy Osbourne na época que ele mordia morcegos. Era impossível não enlouquecer ao som e à imagem daqueles quatro que balançavam as guitarras de um jeito único. Estávamos todos corrompidos pelo som do verdadeiro Heavy Rock. E a minha nostalgia pulsava e piscava quando eu lembrava de meus treze anos enfeitados com coturnos, batons pretos e sobre-tudos. Era pura magia negra, mas eu adorava. E durante o show inteiro, pulei, cantei, dancei ao som de clássicos do Rock. Enquanto aos pobres crentes lá fora com suas mãos segurando os queixos, que Deus os perdôem por terem perdido um show como aquele.
Saturday, November 21, 2009
Matilde.
"Mal sabia ela que, de noite, eu espreitava da minha janela de fundos a hora de Matilde pisar a relva do jardim na ponta dos pés, entre as amendoeiras e a casa dos empregados. Eu descia correndo e lhe abria a porta da cozinha, a respiração curta, e me arregalava os olhos negros. Em silêncio nos olhávamos por cinco, dez minutos, ela com as mãos na altura dos quadris, agarrando, torcendo a própria saia. E corava pouco a pouco até ficar bem vermelha, como se em dez minutos passasse por seu rosto uma tarde de sol. A um palmo de distância dela, eu era o maior homem do mundo, eu era o Sol. Via seus lábios se entreabrirem, e acima deles brotavam umas gotículas de suor, enquanto suas pálpebras devagar cediam. Enfim eu me jogava contra o corpo dela, pressionava o corpo dela contra a parede da cozinha, sem contatos de pele, e sem avanços de mãos ou de pernas, por algum acordo jamais expresso. Com meu tronco eu a esmagava, quase, até que ela dizia eu vou, Eulálio, e seu corpo tremia inteiro, levando o meu a tremer junto. Sobrevinha-me um desgosto, depois uns pensamentos paralelos, o cachorro do vizinho, a cerveja gelada na Frigidaire, o lago quente em minhas coxas, o cachorro, minhas calças e cuecas esporradas, a Frigidaire que meu pai mandou vir dos Estados Unidos, a lavadeira mostrando minhas roupas à mamãe, a cerveja na Frigidaire que papai não chegou a ver. Quando dava por mim, estava colado nos ladrilhos da parede, porque num deslize Matilde sempre me escapava. E a cada vez eu ia inspecionar salas, quartos, banheiros, porão e sotão, fingindo crer que ela teria fugido por engano para dentro de casa."
Leite Derramado - Chico Buarque.
Friday, November 20, 2009
Words are flying out like
endless rain into a paper cup.
They slither while they pass,
They slip away across the universe.
Pools of sorrow, waves of joy
are drifting thorough my open mind,
Possessing and caressing me.
Images of broken light which
dance before me like a million eyes
That call me on and on across the universe.
Thoughts meander like a
restless wind inside a letter box.
They tumble blindly as
they make their way across the universe.
Sounds of laughter, shades of life
are ringing through my open ears,
exciting and inviting me.
Limitless undying love which
shines around me like a million suns,
It calls me on and on across the universe.
Lista de músicas.
Tocar no violão.
The Beatles.
-A Hard Day's Night.
-All You Need is Love.
-I am the Walrus.
-I Should Have Known Better.
Marisa Monte.
-Amor, I love you.
-Give me love.
-Não vá embora.
-Pale Blue Eyes.
-Panis et Circenses.
Tuesday, November 17, 2009
Sunday, November 15, 2009
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